domingo, 20 de janeiro de 2019

Limites morais da liberdade de expressão



Quando os Pais Fundadores dos Estados Unidos consagraram a liberdade de expressão como um princípio basilar das repúblicas modernas, jamais imaginaram a quantidade avassaladora de idiotas que abusariam deste princípio, principalmente no Brasil. Invertendo-o de mera ferramenta para fim em si mesmo, o sujeito crê que o importante é se expressar, tão somente. O conteúdo é mero acessório. Ora, se expressar, até um cachorro latindo se expressa, muitas vezes passando uma mensagem mais nítida e importante do que muita gente por aí. Precisamos acabar com essa verborragia endêmica, que além de não acrescentar nada aos debates importantes, desvia a atenção do tema central para detalhes irrelevantes, burrificando assim não só o próprio discursante, mas também o interlocutor destreinado, que cai vítima inerte. Isso quando ele próprio não resolve também emitir sua opinião, sobre um assunto o qual ambos desconhecem completamente. A maneira de acabar com isso (ou pelo menos minimizar) é desmoralizando sempre que possível essas pessoas que emitem opiniões sem um mínimo de embasamento. Quem não tem o que dizer deve calar-se.

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