sábado, 9 de março de 2019

A cegueira dos escribas

Acompanho com ávido interesse as contendas intelectuais de sujeitos como Peterson, Zizek, Taleb e outros. Acho sensacional o privilégio contemporâneo de assistir ao debate de ideias praticamente em tempo real, graças a internet.

Porém, a julgar pelo comportamento tanto dos debatedores quanto dos seus admiradores (quase "cheerleaders", em certos casos), parece que foge ao horizonte de todos uma verdade inconveniente: ninguém é bom a não ser Deus. Não existe um lado que tenha obtido a salvação e a verdade pelas suas próprias forças enquanto o outro lado está perdido se não mudar de ideia.

TODOS precisam de Cristo, principalmente os que pensam não precisar. Todos são pecadores, e por mais inteligentes e bem-sucedidos que sejam, essa condição impõe o embotamento da inteligência e o enfraquecimento da vontade, que por sua vez, assim, prejudicam a busca pela verdade.

Isso fica muito claro nos xingamentos públicos que ocorrem nas redes sociais, em especial entre os debatedores. A vaidade toma conta, revelando que por trás de intelectos titânicos estão almas miseráveis, com menor envergadura espiritual que muita velhinha de paróquia.

As acusações mútuas podem gerar visibilidade, mas não contribuem para a conversa. A busca pela verdade é uma associação de irmãos que amam o mesmo bem, não competidores em luta por um prêmio.

A Verdade é uma Pessoa, que quer ser encontrada e amada, mas não às custas do pecado e da perdição das almas. "Se teu olho te escandaliza..." Os santos, muito mais sábios que os intelectuais, sempre tiveram muito claro isto que nos parece tão duro: seria melhor ficar em estado vegetativo e nunca mais poder falar nada sobre o que quer que fosse, do que, em um debate, ofender a Deus em um de seus amados filhos.

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