quinta-feira, 14 de março de 2019

A perseverança fiel no trabalho

A perseverança fiel no trabalho é o que verdadeiramente dá frutos no longo prazo, e a sua inimiga é a rotina - a má rotina - aquela sensação enfadonha de estar simplesmente repetindo todos os dias as mesmas coisas, sem chegar a lugar nenhum. Então surge a tentação de imaginar que a solução do impasse é alguma fórmula mágica, um segredo, uma técnica, uma grande campanha disso ou daquilo, um algo um tanto enigmático que está logo ali, depois da curva, esperando para ser descoberto. É uma ilusão.

Não vou negar que existam rompantes de crescimento assombrosos. Mas são a exceção, não a regra. A maioria das carreiras profissionais, empresas, investimentos, estudos etc, quase tudo na vida, demora. DEMORA. E somos impacientes, queremos resultados rápidos. Queremos ver a coisa andando. Mas as coisas boas e duradouras levam mesmo tempo para crescer. O tempo que for necessário. É como uma árvore grande, cujas raízes estão profundas e espalhadas embaixo da terra. Foi preciso muita chuva e muito sol para alimentar a planta. Foi preciso resistir a muito vento, a parasitas, a todo tipo de intempéries e inimigos.

A pontualidade na reunião, aquele telefonema ou e-mail a mais, a paciência e o sorriso esforçado para aquele cliente exigente (chato?), dia após dia, valem mais do que uma miríade de planos mirabolantes que não passam de meras fantasias. Esse sacrifício moroso e escondido não gera notícias e não é visível no curto prazo. Por isso é desprezado na maior parte dos casos. Mas é ele que faz toda a diferença. Quem passa por tudo isso é que sai na ponta do funil dos legados memoráveis enquanto os marketeiros de curto prazo somem como grãos de areia no deserto.

3 comentários:

  1. Na escola de inglês em que eu trabalhei, meu diretor de vendas dizia: "foca no feijão com arroz, feijão com arroz é o que engorda".

    Quantas vezes tentamos redescobrir a roda simplesmente para fugir do tédio daquilo que realmente deveríamos estar fazendo?

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  2. Exatamente, Ronaldo! Aliás, bela analogia a do diretor, hein? Abraço!

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O poder da escolha

  A liberdade, o poder da escolha...motivo da glória e desgraça da condição humana.