terça-feira, 26 de março de 2019

O escândalo da infidelidade



"Como pode haver padres que não são fiéis à Igreja? Justo padres?", me perguntava um amigo, perplexo e escandalizado, e com razão.

Refletindo a respeito, é possível ficarmos ainda mais perplexos ao nos darmos do conta do seguinte: como pode um homem, que passou três anos convivendo com Jesus Cristo, que O viu curando cegos, paralíticos e leprosos, que O viu andar sobre as águas e acalmar uma tempestade, que O viu até ressuscitar os mortos, depois de tudo isso, ainda O trair por dinheiro?

Como pode que, todos os apóstolos, com exceção de um, abandonaram o Mestre no momento mais difícil, deixando-O sozinho com Seus inimigos?

Como pode que, justo aquele que Jesus nomeou chefe da Sua Igreja e lhe deu o poder das chaves, O negou três vezes diante do homens?

Mas a verdade é que, nós também, somos culpados do mesmo crime. Como pode que, depois de 2000 anos, mesmo vendo os frutos inegáveis do Cristianismo, o edifício civilizacional gigantesco erigido com o sangue dos mártires e o exemplo dos santos, a profusão de milagres documentados, e principalmente, a ação de Deus em nossas próprias vidas, ainda assim, diariamente O traiamos, O abandonemos e O neguemos?

Que possamos estar mais atentos a isso, e peçamos perdão com um coração verdadeiramente contrito.

4 comentários:

  1. Respostas
    1. E rogar por isso: "Creio, Senhor; mas aumenta a minha fé."

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  2. A verdade é que é mais facil vermos a infidelidade dos que em tese deveriam ser os melhores do que olharmos para as nossas proprias miserias. De certo modo isso gera uma falsa sensação de segurança, na qual raciocinamos que "se eles fazem errado eu tambem posso fazer".

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  A liberdade, o poder da escolha...motivo da glória e desgraça da condição humana.