quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Não dependa do Brasil













Nesses meus 36, quase 37 anos de vida como brasileiro nativo, eu já aprendi uma coisa: não dá para esperar muito do Brasil. Mas eu não falo isso no mesmo sentido derrotista que alguns colocam. 

Eu não quero com isso dizer que não se deva amar a pátria, ou que se deva adotar uma postura cínica, amarga, acomodada, jogar a toalha, desistir de tentar melhorar as coisas; não, não é nada disso. 

É só que não se deve esperar muitos avanços e progressos da política, das instituições, do estado geral das coisas...

Por exemplo, não espere melhoras na saúde pública, procure contratar um plano de saúde. Não espere melhoras na segurança pública, seja cauteloso e invista em recursos de segurança privados para sua casa, seu carro etc. Faça de tudo para não se meter em tretas, porque a justiça brasileira é extremamente morosa e um tanto arbitrária. Não dependa da previdência pública para a sua aposentadoria e fonte de renda na velhice, economize, aprenda a investir por conta própria. Em suma, faça o possível para não depender do Estado, do governo, do poder público, das instituições.

Eu sei que muita gente não tem essas opções, essas possibilidades. Mas não é o nosso caso, o meu e o seu, que está lendo isso. Agindo assim, até ajudamos a desonerar a máquina pública para que ela possa melhor atender os mais carentes.

terça-feira, 29 de setembro de 2020

A correção fraterna

 


Não é novidade (para alguns, ao menos) que, em geral, todos devemos nos abster de julgar, porque o julgamento pertence a Deus; quando muito, Ele nos empresta essa autoridade, como no caso de pais, padrinhos, professores, diretores espirituais, magistrados e governantes.

No entanto, eventualmente precisamos corrigir, não só pessoas sob nosso comando direto, como nessas situações de autoridade institucional, mas também nossos cônjuges, parentes, amigos, colegas de trabalho e outros. Em suma, todos os que de alguma forma se relacionam com nós, porque Deus os colocou em nosso caminho por algum motivo, e também seremos cobrados por isso. "O Senhor disse a Caim: “Onde está teu irmão Abel?”. Caim respondeu: “Não sei! Sou porventura eu o guarda de meu irmão?” (Gênesis 4, 9-10)

Ao mesmo tempo, diz o adágio popular: "Se conselho fosse bom, não se dava, se vendia". Então algum critério é necessário para corrigir, para dar um conselho, se não bom, pelo menos minimamente acertado. Algumas atitudes interiores fundamentais são as seguintes: pobreza de espírito, temor de Deus, mansidão. Também é necessário discernir bem se a pessoa está preparada para receber o conselho, se deve receber o conselho, e principalmente, se NÓS somos a pessoa indicada para dar o conselho!

Agora, tem o outro lado da moeda: quando nessa posição - incômoda posição - de ter que julgar, corrigir, dar o conselho, enfim, temos que ter coragem e agir. E é sempre um saco, não tem jeito. Eis aí outro ponto de teste: tem que nos DOER pra corrigir, pra dar o conselho. Tem que ser para nós como é para a mãe ou o pai que dizem: "isso dói mais em mim do que em ti". Se não dói, se pelo contrário, nos dá até PRAZER fazer a crítica ou correção...então é mau espírito.

Para isso e para qualquer coisa, aliás, podemos tomar por regra o seguinte: se antes de fazer, nós rezarmos pedindo ajuda a Deus, vai sair o melhor possível. Mesmo que humanamente pareça uma porcaria, e talvez tenha o efeito CONTRÁRIO ao que nós esperávamos, vai sair o melhor POSSÍVEL, ou seja, o que Deus permitiu e as nossas capacidades conseguiram.

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

domingo, 27 de setembro de 2020

A terra dos livres e a indústria do entretenimento

 


Quando penso em como os Estados Unidos da América foram uma terra de oportunidades para imigrantes de todo o mundo, dois exemplos do século XX sempre me saltam à mente: Arnold Schwarzenneger e Yngwie J. Malmsteen. Um, mega famoso, uma celebridade, o outro, um pouco menos conhecido, mas bastante reconhecido no seu meio de atuação.

Embora de ramos bem distintos (Schwarzenneger, um fisiculturista e Malmsteen, um guitarrista de Heavy Metal), ambos relatam a mesma experiência: no seu país de origem – Aústria e Suécia, respectivamente – suas habilidades eram reconhecidas, até admiradas, mas não passava disso, mera curiosidade. Ambos olhavam para a América com a mesma esperança: o sonho de viver de sua arte, em uma terra que recompensava o talento e a coragem.

E de fato, em que outro lugar mundo, pelo menos até então, alguém poderia ganhar a vida posando de tanga e untado de óleo, ou extraindo música de um pedaço de madeira eletrificado e amplificado para uma multidão de adolescentes? Hoje é até um tanto comum, mas se pararmos pra pensar em termos históricos, em relação à outras épocas e lugares, as maneiras possíveis de se ganhar dinheiro nos EUA desafiam completamente a noção tradicional de trabalho.

Eu acho que o grande catalizador desse fenômeno é uma invenção americana que atende pelo nome de “show business”. Onde os europeus viam apenas atividades pitorescas, os americanos enxergaram a possibilidade de criar um negócio em torno. Desde o Vaudeville do século XIX, passando por Hollywood, o império da Disney e ligas esportivas como a NBA, o entretenimento é hoje uma indústria que movimenta mais de 100 bilhões de dólares e emprega mais de 5 milhões de pessoas, e possibilita que eventualmente, um e outro jovem sonhador consiga fazer da sua habilidade peculiar uma carreira de muito sucesso.


sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Quando o cliente não gosta do seu trabalho


Já diz o ditado, “nem Jesus Cristo agradou a todos”. 

Nem sempre conseguimos agradar o cliente. Na Impactamídia, em algumas ocasiões (raras, graças a Deus), fazemos de tudo e mais um pouco, mas o cliente não fica satisfeito com o site ou logotipo que criamos. 

Às vezes o cliente não explicou bem, ou não conseguimos entender o que ele queria, ou não conseguimos traduzir graficamente as ideias, os conceitos, e em outras vezes é simplesmente questão de gosto, de afetos! 

Cada empresa tem um estilo, uma identidade, e isso nem sempre “fecha” com aquilo que o cliente gosta, anseia, enfim. E tudo bem! Faz parte, não se pode ganhar todas as batalhas. 

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Alexandre, o Grande e a educação dos filhos



Não sou nenhum especialista em educação, mas com algum pequeno conhecimento de causa eu já posso falar, por ser pai e gestor de pessoas. 

Você tem dúvidas sobre como educar os seus filhos (e convenhamos, quem não as tem...)? É simples - repare bem, eu não disse que é FÁCIL, eu disse que é SIMPLES. Eduque-se a si mesmo e seja o exemplo, seja o modelo.

Alexandre, o Grande, derrotou o exército persa - que tinha 200 mil homens, o maior do mundo à época - com apenas 55 mil homens, porque os liderava indo à frente do campo de batalha, lutando lado a lado com seus soldados.

Você quer que seu filho diga "por favor"? Diga "por favor" também, sempre que pedir algo para ele (mas atenção: isso não vale para quando você tem que dar uma ordem com firmeza, como quando está mandando ele guardar os seus brinquedos). Você quer que seu filho diga "obrigado"? Agradeça-lhe qualquer coisinha, por boba que pareça. O mesmo vale para "com licença", lavar as mãos, arrumar suas coisas etc. 


 

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Como não se perder em um mar de conteúdo


Pra você que, assim como eu, fica alucinado com tanto conteúdo para consumir, tanto vídeo para ver, tanto livro para ler, e não sabe por onde começar, eu vou dar uma dica, um critério: dê prioridade aos grandes nomes. Grandes autores, grandes clássicos, grandes homens e mulheres.

Vou dar um exemplo: no marketing digital se fala muito em marketing de conteúdo, em produzir conteúdo. Existe uma frase que sintetiza isso, que é “content is king”. Conteúdo é rei. Pois sabe quem disse isso? Bill Gates. E sabe QUANDO ele disse isso? 1996. MIL NOVECENTOS E NOVENTA E SEIS! “Séculos” antes da explosão dos blogs, das redes sociais, dos smartphones... 

O Bill Gates poderia estar errado? Sim, claro que poderia, como esteve em outros assuntos. Mas ele era um capitão da indústria, alguém que conhecia intimamente os meandros do ofício, alguém que, aliás, contribuía para moldar o presente e dirigir o futuro do ramo da informática. Logo, a probabilidade de ele estar certo era grande.

De aproximadamente dez anos para cá, trocentos mil marqueteiros digitais repetiram o mantra à exaustão: conteúdo é rei, conteúdo é rei, conteúdo é rei. Quem tivesse prestado atenção ao que o velho Bill dissera muito antes, já teria enxergado a curva na estrada.

Isso vale para quase tudo o que você quiser estudar. Procure os grandes nomes, procure os clássicos, rastreie as fontes. “Ah, mas tem gente boa recente também”. Sim, tem. E se for boa MESMO, vai se tornar grande e/ou clássico, mais cedo ou mais tarde. Você não perde nada por esperar um pouco, pelo contrário. Vai consumir apenas o melhor, já filtrado, já testado. 

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Nova política de suporte da Impactamídia

 


Prezado cliente da Impactamídia! 

Por motivos de segurança e visando o seu melhor atendimento, informamos que serão atendidas apenas as solicitações de suporte efetuadas pelo CONTRATANTE ou outra pessoa prévia e expressamente autorizada por este. 

Cientes de sua compreensão, agradecemos de antemão.

Atenciosamente, 

Equipe Impactamídia


segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Restaurar as coisas? Apenas em Cristo.

 


Essa ideia de restaurar a sociedade, ou uma parte ou aspecto dela, a um estado anterior, (supostamente) melhor, é uma loucura, não funciona. É uma ideia que parece estar no espírito humano desde tempos imemoriais e nos remete ao Paraíso perdido, mas hoje em dia ela é muito usada com uma conotação política, e assim gera muita frustação, quando não coisa pior.

Não consigo pensar em nenhuma ocasião de onde e quando isso foi feito com sucesso. O Império Romano, ou o Antigo Egito, por exemplo, jamais voltaram ao seu esplendor do auge. E nenhum império ou nação. Esse ciclo "ascensão, apogeu e queda" parece uma característica inexorável de todos os empreendimentos humanos. O que é bom é conservado e transmitido adiante, mas no lugar da antiga estrutura, algo novo surge. Às vezes melhor, às vezes pior, mas sempre diferente.

Nem o Jardim do Éden foi restaurado com a Redenção, nem este mundo será restaurado nesse sentido de retorno ao passado, porque haverá um novo céu e uma nova Terra.

domingo, 20 de setembro de 2020

O invisível é essencial aos olhos


Não só o essencial é invisível aos olhos, como também o invisível é essencial aos olhos. Ver menos, contemplar mais. Descansar a vista, diminuir o estímulo. Um pouco de aridez. Nisto, o pampa gaúcho, com suas vastas pradarias, "repletas de nada", faz muito bem.

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Cansei de ver bichos na tv


Nos anos 90, logo que entrou a tv por assinatura no Brasil, era muito legal assistir documentários sobre animais e a natureza, em canais como Discovery e National Geographic.

Hoje, com documentários mais bem produzidos, imagens ainda mais impressionantes, capturas de cena ainda mais próximas, televisores de tela plana e resoluções cada vez mais nítidas, eu não tenho saco para assistir nenhum.

Será que era apenas o sabor de novidade? Ou a vida adulta me tornou insensível para esse tipo de conteúdo? Mais alguém experimenta algo semelhante?


 

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Elogio do livro como ferramenta de organização e sistematização do conhecimento

 


Praticamente todo o conteúdo que está em livros também está em artigos e vídeos na internet, e de forma gratuita. Porém, muitas vezes, de maneira anárquica, sem organização, sistematização. 

O livro tem uma estrutura, uma espinha dorsal, começo, meio e fim, e isso ajuda muito a estudar e entender o assunto em questão.

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

"You can't handle the truth!"

 

Poucas frases de filmes definiram tanto uma época quanto "You can't handle the truth" (algo como "Você não aguenta a verdade"), proferida pelo Coronel Nathan Jessup, personagem interpretado por Jack Nicholson no filme "Questão de Honra". Ela até foi eleita como a 29ª melhor fala do cinema, pelo American Filme Institute.

No cenário caótico do debate público contemporâneo, conservadores a aplicarão a progressistas e estes àqueles. Os ateus aos crentes e vice-versa. Os relativistas dirão que a verdade não existe, ainda que perguntem por ela, tal Pilatos. Como já dissera Bob Dylan, "of war and peace, the truth just twists".

A Verdade Se encarnou e tivemos que humilhá-lA, maltratá-lA e por fim matá-lA, porque ninguém A suporta a não ser com a ajuda dela mesma.

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

O caráter concreto e literal da língua inglesa


É interessante que algumas palavras e expressões em Inglês lembram mais o seu sentido original do que o seu equivalente em Português.

A palavra "coragem", por exemplo. Vem do Latim "cor agem", literalmente, "ação do coração". Em Inglês existe uma expressão que é quase isso, "take heart".

O Inglês tem essa característica, em geral as palavras e expressões têm esse caráter prático, concreto, que me parece que acaba fazendo com que seja mais difícil de esquecer a origem ou sentido original do termo.

domingo, 13 de setembro de 2020

O pai devoto e a fé dos filhos

 


O Dr. Scott Hahn, proeminente teólogo católico e especialista nas Sagradas Escrituras costuma citar estas estatísticas que dizem muito sobre a importância do papel do pai na evangelização dos filhos:

- Se o pai e mãe vão à igreja assiduamente,  33% dos filhos também irão à igreja assiduamente, 41% irão esporadicamente, e o restante dos filhos simplesmente não irá à igreja.
- Se a mãe vai assiduamente mas o pai não, apenas 3% dos filhos tornar-se-ão assíduos. 59% irão esporadicamente e o restante não irá.
- Se a mãe vai assiduamente mas o pai sequer vai, apenas 2% dos filhos tornar-se-ão assíduos. 37% irão esporadicamente e o restante não irá.

Em resumo: nas famílias onde o pai não vai à igreja, não importa o quão devota seja a mãe, a probabilidade é de que apenas UM FILHO EM CINQUENTA irá à igreja. E nas famílias onde o pai vai, independente do grau de devoção da mãe, a probabilidade é de que de 2/3 a 3/4 dos filhos vão à igreja.

O Dr. William Lane Craig, proeminente filósofo e teólogo protestante, em recente encontro com o Bispo Robert Barron, citou as mesmas estatísticas. 

Houve uma geração que cresceu acreditando que religião era assunto predominantemente feminino. As mulheres iam à missa e rezavam o terço enquanto os homens iam ao boteco jogar carta e tomar cachaça. Talvez não seja à toa, portanto, que os filhos desta geração abandonaram a fé em larga escala.

sábado, 12 de setembro de 2020

O peso da cruz


Sempre tive dificuldades de entender e viver a passagem “...meu jugo é suave e meu peso é leve” (Mt 11,30). A vida cristã parece tão difícil. A exigência é altíssima. 

Mas nossos pecados são muitos, e o perdão e a misericórdia de Deus são infinitos, então realmente o peso deve ser leve, comparado com o castigo que merecemos.

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

O final do poema "If", de Rudyard Kipling, à luz do Evangelho


Meu poema favorito em língua inglesa é "If", de Rudyard Kipling. Desde que tomei conhecimento dele - através de uma história em quadrinhos do Flash (!), acho interessante comentar -, sempre me inspirou pela sua enunciação de belos valores, um ode ao triunfo do espírito humano sobre as adversidades da vida.

Em muitos aspectos, embora ele seja "oficialmente" uma evocação ao um certo estoicismo da era vitoriana, inevitavelmente ele também remete às virtudes cristãs. No entanto, só recentemente, nesse processo de avaliar e reavaliar tudo à luz do Evangelho, me dei conta de que o final dele é um tanto incômodo, sob esse aspecto.

"Tua é a terra com tudo o que existe no mundo", afirmação dirigida ao seu filho (bem como todo o poema), está em flagrante contraste com o Salmo 23, que nos diz, praticamente nos mesmos termos: "Do Senhor é a terra e tudo o que ela contém". 

Ou seja, há uma inversão do eixo de protagonismo, de Deus para o homem, tão comum a partir da Modernidade. Quem sou eu para criticar Kipling, mas penso que ele poderia ter finalizado o poema de outra maneira. É um detalhe que estraga um pouco a obra do ponto de vista conceitual, mas não tira seus imensos méritos do ponto de vista literário, estético.

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

O estandarte da fé

 


Há freiras carmelitas, que com seu hábito marrom e branco, véu e sandálias, no meio do tumulto da cidade, chamam menos atenção do que alguns católicos leigos. Passam despercebidas, denotam naturalidade no seu agir. Diferente daqueles, que se valem de demonstrações vulgares de piedade barata, que usam a religião como mais um estandarte a ser empunhado na Sapucaí da opinião pública, que só faltam ostentarem uma “carteirinha de católico”, para serem vistos pelos homens...talvez já receberam sua recompensa.

Não se trata, é claro, de esconder a fé, de não ter nenhuma expressão exterior de espiritualidade. Todavia os primeiros cristãos transformaram o Império Romano por dentro...eram cidadãos comuns, como os outros...evitavam as ocasiões de pecado, como os espetáculos cruentos e outros costumes da época, mas no mais, não se distinguiam em nada. Eram o fermento na massa, que se mistura e leveda. Eram o sal da terra e a luz do mundo.

A distinção dos discípulos de Cristo não se faz através de roupas, penduricalhos e adereços, ou manifestações de rua, mas foi dada por Ele através de um novo mandamento: "Amai-vos uns aos outros. Como eu vos tenho amado, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros” (Jo. 13,35).

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Alma calma

 


A agitação, a ansiedade, são males do homem moderno. Precisa fazer tudo, e logo, senão vai cair um braço, alguém vai morrer, o mundo vai acabar...

Na sociedade atual, infelizmente, pessoas inquietas e com ar de preocupação passam a impressão de que se importam mais, de que se interessam mais pelas coisas. É uma ilusão.

Como que alguém com a mente turvada, sem enxergar direito o panorama, movido por suas paixões e conflitos internos, vai conseguir resolver direito os problemas que se apresentam? É irracional.

É com calma, com paz, com serenidade que se percebe melhor e se resolve se forma mais eficaz os problemas.

Assim foram os santos. Alma calma. Deus é nosso pai e tudo coopera para o bem daqueles que O amam.

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Uma imagem vale mais que mil palavras?


Diz o ditado que uma imagem vale mais que mil palavras. Sempre torci o nariz para essa afirmação. Parece-me ao mesmo tempo um reducionismo e um exagero.

A palavra clarifica, elucida. Muitas vezes uma imagem não conta toda a história. Outras vezes até confunde.

Existe essa impressão, pelo menos na internet, de que as pessoas em geral não leem mais, ou não tem paciência para textos longos, e preferem assistir vídeos. Isso me parece ser verdade, até certo ponto.

Mas eu acredito na primazia da escrita e da leitura. Um indício disso é que o Instagram, que nasceu como uma rede social primariamente de imagens, atualmente é bastante usado para textos, e longos textos, inclusive. E não me refiro às legendas do feed, e sim aos stories. Há textos extensos sendo dispostos em sequências de vários stories.

Se a questão é ganhar tempo, assistir vídeos é tolice. Um leitor treinado pode captar mais conteúdo do que aquele falado em vídeo, MESMO em velocidade 2x. Hoje em dia também é muito comum a transcrição de vídeos, e sou adepto por este mesmo motivo.

Curiosamente, isso acaba sendo a inversão da afirmação com que eu abri essa reflexão. Uma transcrição de mil palavras pode muito bem valer mais do que uma sequência de imagens.

domingo, 6 de setembro de 2020

Errar é humano, repetir o erro é burrice?

 


Diz o ditado: “Errar é humano, repetir o erro é burrice”.

Mas será que é assim tão simples? Quanto erros não cometemos, de novo e novo, repetidamente? E pecados e defeitos então? Contra alguns, temos que lutar a vida inteira, até o último dia.

Não, não é assim tão simples. Parece-me que essa afirmação, que até onde sei é de autor desconhecido, reflete a visão utilitarista e reducionista do homo economicus, onde a eficiência tem um caráter preponderante sobre as demais dimensões humanas.

Como todo pensamento ideológico, ela parte de postulados abstratos e não da observação da realidade. Ninguém é tão competente e racional, ninguém faz escolhas tão acertadas na maior parte do tempo. Muitas vezes escolhemos opções e tomamos decisões que vão contra nossos interesses e bem-estar imediato ou mesmo de longo prazo; algumas vezes por ignorância, por erro puro e simples, e outras vezes porque deliberadamente quisemos isso, mesmo cientes dos males que nos adviriam.

Amar ou deixar de amar as pessoas com base nesse tipo de raciocínio é algo perverso e desordenado. Não somos nosso trabalho, não somos nossas habilidades, não somos sequer nossas qualidades e defeitos, nossos erros e acertos. Tudo isso faz parte de nós, tudo isso no construiu, certamente, mas em essência, somos muito mais e além. Em essência, somos imagem e semelhança de Deus.


sábado, 5 de setembro de 2020

Da relação entre literatura e a Economia da Salvação

 File:Saint Jerome Writing (15778439189).jpg

Parece que existe uma relação profunda, e quase intrínseca, entre literatura e a Economia da Salvação. Quantos livros, cartas, cânticos, comentários e muito mais, não foram escritos ao longo desses 2000 anos da Igreja? Oceanos de tinta e toneladas de caracteres, para a glória de Deus. Ok, nem sempre...hehe.

E já antes, a relação do povo judeu com as Sagradas Escrituras. Nenhum outro povo parece ter levado tão a sério a sua literatura. Não era apenas a expressão do ser humano em relação à vida, ao cosmos e a Deus; mas também era – é – a expressão do próprio Deus para com o ser humano.

Curiosamente, Jesus não nos deixou nada escrito, apenas seus discípulos (aliás, diga-se de passagem, já é lugar comum o paralelo com Sócrates). Aqui entramos no terreno do mistério, e não me cabe especular os desígnios divinos, mas aponto a seguinte inversão, digamos assim: no Antigo Testamento, através das mãos do homens, Deus “se tornou” palavra; no Novo Testamento, a Palavra de Deus se torna um homem, e através do ventre de uma mulher.

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Como lidar com mensagens de e-mail falsas?

 

Pessoal, esses dias eu falei sobre robôs que atacam o formulário do seu site e enviam mensagens falsas. Mas outras vezes pode acontecer de você receber mensagens assim direto no seu e-mail, sem passar pelo formulário do site. 

O que fazer nesses casos?

Não existe uma solução definitiva para o problema, mas você pode "treinar" seus aplicativos de e-mail para filtrarem melhor as mensagens de lixo eletrônico.

No seu webmail do ImpactaHost, existem duas caixas de mensagens específicas para isso, denominadas "TreinarComoSpam" e "TreinarComoNaoSpam". Como o nome diz, você vai arrastar as mensagens falsas ou de lixo eletrônico para a pasta "TreinarComoSpam". E quando porventura alguma mensagem verdadeira cair na caixa de lixo eletrônico, você deve arrastar ela para a caixa "TreinarComoNaoSpam".

Outros programas, como Microsoft Outlook e Mozilla Thunderbird possuem sistemas semelhantes, basta consultar a respectiva central de ajuda.

Se você tiver dúvidas sobre como executar esses processos, por favor contate o nosso suporte através dos canais abaixo:

(11) 4063-7731
(51) 3037-7755
(51) 99611-7390
suporte@impactamidia.com.br

O poder de um grande pregador

  Umas das marcas de um grande pregador, escritor, poeta, filósofo, enfim, homem de letras, homem de gênio, é a sua capacidade de infundir n...