domingo, 27 de setembro de 2020

A terra dos livres e a indústria do entretenimento

 


Quando penso em como os Estados Unidos da América foram uma terra de oportunidades para imigrantes de todo o mundo, dois exemplos do século XX sempre me saltam à mente: Arnold Schwarzenneger e Yngwie J. Malmsteen. Um, mega famoso, uma celebridade, o outro, um pouco menos conhecido, mas bastante reconhecido no seu meio de atuação.

Embora de ramos bem distintos (Schwarzenneger, um fisiculturista e Malmsteen, um guitarrista de Heavy Metal), ambos relatam a mesma experiência: no seu país de origem – Aústria e Suécia, respectivamente – suas habilidades eram reconhecidas, até admiradas, mas não passava disso, mera curiosidade. Ambos olhavam para a América com a mesma esperança: o sonho de viver de sua arte, em uma terra que recompensava o talento e a coragem.

E de fato, em que outro lugar mundo, pelo menos até então, alguém poderia ganhar a vida posando de tanga e untado de óleo, ou extraindo música de um pedaço de madeira eletrificado e amplificado para uma multidão de adolescentes? Hoje é até um tanto comum, mas se pararmos pra pensar em termos históricos, em relação à outras épocas e lugares, as maneiras possíveis de se ganhar dinheiro nos EUA desafiam completamente a noção tradicional de trabalho.

Eu acho que o grande catalizador desse fenômeno é uma invenção americana que atende pelo nome de “show business”. Onde os europeus viam apenas atividades pitorescas, os americanos enxergaram a possibilidade de criar um negócio em torno. Desde o Vaudeville do século XIX, passando por Hollywood, o império da Disney e ligas esportivas como a NBA, o entretenimento é hoje uma indústria que movimenta mais de 100 bilhões de dólares e emprega mais de 5 milhões de pessoas, e possibilita que eventualmente, um e outro jovem sonhador consiga fazer da sua habilidade peculiar uma carreira de muito sucesso.


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