sábado, 5 de setembro de 2020

Da relação entre literatura e a Economia da Salvação

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Parece que existe uma relação profunda, e quase intrínseca, entre literatura e a Economia da Salvação. Quantos livros, cartas, cânticos, comentários e muito mais, não foram escritos ao longo desses 2000 anos da Igreja? Oceanos de tinta e toneladas de caracteres, para a glória de Deus. Ok, nem sempre...hehe.

E já antes, a relação do povo judeu com as Sagradas Escrituras. Nenhum outro povo parece ter levado tão a sério a sua literatura. Não era apenas a expressão do ser humano em relação à vida, ao cosmos e a Deus; mas também era – é – a expressão do próprio Deus para com o ser humano.

Curiosamente, Jesus não nos deixou nada escrito, apenas seus discípulos (aliás, diga-se de passagem, já é lugar comum o paralelo com Sócrates). Aqui entramos no terreno do mistério, e não me cabe especular os desígnios divinos, mas aponto a seguinte inversão, digamos assim: no Antigo Testamento, através das mãos do homens, Deus “se tornou” palavra; no Novo Testamento, a Palavra de Deus se torna um homem, e através do ventre de uma mulher.

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