domingo, 6 de setembro de 2020

Errar é humano, repetir o erro é burrice?

 


Diz o ditado: “Errar é humano, repetir o erro é burrice”.

Mas será que é assim tão simples? Quanto erros não cometemos, de novo e novo, repetidamente? E pecados e defeitos então? Contra alguns, temos que lutar a vida inteira, até o último dia.

Não, não é assim tão simples. Parece-me que essa afirmação, que até onde sei é de autor desconhecido, reflete a visão utilitarista e reducionista do homo economicus, onde a eficiência tem um caráter preponderante sobre as demais dimensões humanas.

Como todo pensamento ideológico, ela parte de postulados abstratos e não da observação da realidade. Ninguém é tão competente e racional, ninguém faz escolhas tão acertadas na maior parte do tempo. Muitas vezes escolhemos opções e tomamos decisões que vão contra nossos interesses e bem-estar imediato ou mesmo de longo prazo; algumas vezes por ignorância, por erro puro e simples, e outras vezes porque deliberadamente quisemos isso, mesmo cientes dos males que nos adviriam.

Amar ou deixar de amar as pessoas com base nesse tipo de raciocínio é algo perverso e desordenado. Não somos nosso trabalho, não somos nossas habilidades, não somos sequer nossas qualidades e defeitos, nossos erros e acertos. Tudo isso faz parte de nós, tudo isso no construiu, certamente, mas em essência, somos muito mais e além. Em essência, somos imagem e semelhança de Deus.


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