sábado, 31 de outubro de 2020

Personalidade ou arrogância?

 


Muito do que está sendo chamado de "personalidade" por alguns, é simplesmente falta de bons modos, soberba e arrogância. 

É a opinião de gente que se visse um santo agindo de forma mansa e humilde, diria se tratar de "fraqueza", "subserviência".

Ora, como pode haver tanta personalidade assim, se todos se parecem iguais quando se trata de maltratar os outros?


sexta-feira, 30 de outubro de 2020

A atividade empresarial

 


O que é um empresário? Como é o seu trabalho? Eu entendo que um empresário é o sujeito que organiza a atividade produtiva de bens e serviços. Ou seja, ele reúne pessoas, máquinas, prédios, insumos etc e estrutura tudo isso, dispõe todos esses elementos em uma determinada ordem visando atingir um objeto específico.

Fazendo uma analogia com um químico: o que se espera de um químico é que ele saiba dispor as substâncias em certas combinações. Se ele não souber fazer isso, não é um bom químico. Com o empresário é a mesma coisa: se ele não souber dispor dos seus recursos, não é um bom empresário.

Um empresário pode atuar diretamente no seu negócio, sim, mas então ele já não está atuando estritamente como tal, mas também como executivo ou profissional específico do ramo. Por exemplo, um dono de padaria que faz pão, é um empresário, sim, mas também padeiro; ele será mais empresário na medida em que delegar as funções operacionais para subordinados.

Com base nessas premissas, vemos que no Brasil ainda há um longo caminho para melhorar a atividade empresarial. A maioria dos donos de empresa não consegue delegar funções operacionais - que dirá administrativas e gerenciais - por n motivos, como alto custo para contratar e manter funcionários, dificuldade de abrir mão do controle da empresa, falta de mão-de-obra qualificada e falta de formação em habilidades como liderança, gestão de pessoas, planejamento estratégico etc.


quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Reboots e remakes

 


Com infindáveis "reboots" e "remakes" de filmes queridos, sucessos do passado e franquias de super-heróis, está na hora de os produtores e roteiristas colocarem diante de si aquela mesma questão ética com que por vezes se deparam os cientistas e engenheiros: "Sim, podemos fazê-lo. Mas será que devemos?"

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Filmes e séries que nos transformam

 


Existem filmes e séries que não são apenas bons, são MUITO bons, para o nosso gosto. São mais do que mero entretenimento. 

Eles nos deixam diferentes, eles mudam algo dentro de nós. Não somos mais os mesmos que éramos, após assisti-los. 

Fazem-nos refletir sobre nossas vidas, sobre nossas escolhas. Elevam-nos, remetem-nos a um plano distinto, superior. Inspiram-nos a ser melhores, a desenvolver virtudes.

Penso que obras assim chegam até a ser um presente de Deus em nossas vidas.


terça-feira, 27 de outubro de 2020

As consequências trágicas do mau feminismo


Uma das maiores tragédias que o feminismo - ou o mau feminismo, pelo menos - trouxe ao mundo foi o estremecimento das relações entre os sexos dentro do casamento. 

É claro que, desde a Queda, como uma das consequências do Pecado Original, homens e mulheres se veem como inimigos, têm uma relação conflituosa, distorcida, regida pela disputa de poder. 

Mas houve todo um trabalho por parte do Cristianismo de trazer isso à consciência, de lutar contra essa má tendência, de organizar a sociedade e os costumes de forma a coibir, ou pelo menos diminuir os seus efeitos.

Com o mau feminismo, boa parte desse trabalho foi como que jogado fora, anulado, tido por algo ruim. Hoje, talvez mais do que em qualquer época, homens e mulheres se usam e se abusam, se tratam como objetos, cada um fechado em seu mundo, com pouca abertura para o outro. 

A família e o lar se tornaram um campo de batalha, onde todos os dias há brigas por falta de compreensão, por falta de empatia, por falta de perdão.


 

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

A precisão dos termos e o amor à verdade


O amor à verdade exige um apego quase obsessivo à precisão dos termos envolvidos em uma determinada discussão. 

É por isso que os filósofos e teólogos debatem durante décadas, às vezes séculos, sobre este ou aquele assunto. Boa parte do tempo é gasto delimitando o escopo do debate em seus mínimos detalhes, o que para a maioria das pessoas é visto como um exagero, como algo irrelevante para a vida prática.

Porém, ideias têm consequências, e toda a vida prática de hoje foi moldada por ideias concebidas e discutidas no passado, e aqui estamos falando até de milênios, em certos casos.


 

domingo, 25 de outubro de 2020

O burburinho da Internet


De fato, o burburinho da Internet e das redes sociais é malicioso e prejudicial à saúde mental, e deve ser evitado, na medida do possível.

Mas ainda assim, a escolha dos temas em discussão a cada momento é muito mais democrática e livre do que antes, quando a pauta era definida pela capa da Veja ou IstoÉ da semana.


 

sábado, 24 de outubro de 2020

O preço da liberdade é o erro


O preço da liberdade é o erro. Isso é assim desde que Deus criou os homens (e até os anjos), já o vemos na narrativa da Queda, no Gênesis. Portanto, temos aí um fundamento antropológico e teológico para aceitar o erro como parte da autonomia e livre-arbítrio do ser humano.

Por isso, na minha opinião, as notícias falsas, as opiniões errôneas, são o preço da liberdade de expressão. Para que as pessoas possam se expressar livremente, os demais precisam tolerar que eventualmente surgirá a falsidade e o erro, às vezes até grotesco. 

Que fazer? Determinar o que é ou não é notícia verdadeira ou falsa, opinião certa ou errada? Mas QUEM poderia se arrogar tal autoridade? Há aí um perigo de isso descambar em censura, em tirania.


 

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

O poder de um grande pregador

 


Umas das marcas de um grande pregador, escritor, poeta, filósofo, enfim, homem de letras, homem de gênio, é a sua capacidade de infundir novas luzes sobre um fato já trivial.

Eu estava ouvindo a meditação de um sacerdote – não vou citar o nome, pois não sei se me autoriza – que falava sobre a presença de Jesus Eucarístico nos sacrários de nossas igrejas, espalhadas pelas ruas das cidades. 

Se há um fato que não deveria passar batido – por tudo o que significa e mais - é esse!, mas acontece, infelizmente, e comentários como o do pregador ajudam a acender ou reacender em nós o afeto pela Eucaristia.

Perguntava ele: por que Jesus quis permanecer conosco 24 horas por dia? Por que não apenas de dia? Por que também à noite, quando as igrejas fecham, e Ele Se encontra sozinho, no escuro, sem a nossa companhia?

Eu nunca havia me dado conta disso, e no exercício de imaginar a cena, meu coração já foi tomado pela ternura, uma certa “peninha” de Jesus, lá, sozinho, no escuro...moções de infância espiritual.

O poder da palavra, o poder de um grande pregador.


quinta-feira, 22 de outubro de 2020

MPB e música brasileira contemporânea

 


Assisti um documentário sobre o Vinícius de Moraes, que está no Netflix. Dois comentários:

1) O termo MPB me parece um tanto enganador, se considerarmos que seu principal expoente, a Bossa Nova, com sua pegada jazzística, era uma música dos círculos intelectuais e estudantis. O povão mesmo sempre gostou mais do samba, do sertanejo e do brega romântico. Na verdade, o Brasil é tão grande que é difícil dizer que existe uma única música popular brasileira. Há várias, tantas quantas subdivisões se pode fazer do país.

2) Seja como for, é notável a decadência da música brasileira de cerca de 30 anos para cá. Ideologias à parte, esse pessoal dos anos 50-70 era muito talentoso, e talvez foi o ápice de um movimento que vinha desde o início do século XX. Nos anos 80, alguma poesia ainda se fez, dentro do rock. Mas de 90-2000 em diante, tudo ficou mais simplório e pueril, e dos anos 2010 para cá, a coisa degringolou de vez.

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

A viseira de cavalo do homem contemporâneo


Os cristãos de hoje têm dificuldade de convencer o homem contemporâneo de que a pessoa Jesus de Nazaré, que viveu na Judéia, no período do imperador Tibério, era Deus encarnado.

Os cristãos dos primeiros séculos tinham dificuldade de convencer seus contemporâneos exatamente do contrário: de que aquele ser que caminhava sobre as águas e ressuscitava mortos era também um homem como eles, de carne e osso, que passava frio e fome, que sentia tristeza e dor.

Essa curiosa oposição serve para demonstrar que o homem que se guia apenas pelas crenças do seu tempo, sem sequer questioná-las, é de forma costumeira um refém do erro. A fé é o antídoto para a viseira de cavalo da nossa própria contemporaneidade.


 

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Como NÃO abordar um cliente

 



Minha filha Beatriz é um baita caso de como abordar (ou NÃO) um cliente para lhe vender algo. Se tu pede algo para ela diretamente, é quase certo que ela dirá "não" e sairá correndo. É como chegar na cara do prospecto dizendo "compre!". 

A abordagem indireta - e aí existe uma infinidade de maneiras, não vou entrar no assunto agora - aumenta muito as chances da pessoa pelo menos te ouvir alguns segundos...que podem virar minutos...que podem virar horas, dias, semanas, meses e anos.

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

O amor como sacrifício

 


Em uma coisa o mundo e a visão cristã genuína concordam: fazer as coisas por mero dever, por simples obrigação, é algo inferior; o ideal mesmo é fazer por amor. O problema todo é que a visão de amor que o Cristianismo e o mundo têm são radicalmente diferentes, para não dizer opostas. Para o cristão, o amor passa necessariamente pela cruz, pelo sacrifício, por uma bela dose de sofrimento...e isso é escandaloso aos olhos do mundo. Sob essa ótica, que enxerga o amor como um fenômeno espontâneo, muito associado ao sentimento, fazer algo que destoa dos desejos também parece dever, parece obrigação; contrariar-se, uma violência contra si mesmo.

domingo, 18 de outubro de 2020

O investimento da vida eterna


No mundo dos negócios e investimentos, existe o conceito de "tese de investimento". É uma aposta que se faz em uma determinada conjuntura futura, com base em alguma tendência que se percebe no presente. Por exemplo: o jovem Bill Gates percebeu que o poder de processamento dos computadores aumentava exponencialmente ano a ano, prevendo assim que a computação se tornaria em breve algo bastante barato e acessível a muitas pessoas; logo, faria sentido fundar uma empresa especializada em desenvolver programas para estes computadores, e assim surgiu a Microsoft. A tese de investimento vingou. Big time.

Aplicando este conceito à vida espiritual, assim que se entra em contato mais profundamente com os ensinamentos de Jesus Cristo e da Igreja Católica, surge como que uma "tese de investimento" cuja dimensão é de proporções gigantescas: Deus pensou em você desde toda a eternidade, e tem um projeto específico para a sua vida, o qual lhe cabe descobrir e levar a cabo. 

Releia a afirmação anterior e deixe-a assentar por um momento. Nesta mesma afirmação, não está dito, mas está implícito - quando se leva em conta Quem está lhe propondo a empreitada, e o custo que isso implica - o prêmio que será dado àqueles que cumprirem a missão: não uma fortuna em bens materiais, que a traça e a ferrugem corroem; não a glória humana, fugaz e passageira; mas nada mais, nada menos que a vida eterna, a bem-aventurança, a glória do Céu, a visão beatífica, o Bem supremo, o Amor; ninguém mais, ninguém menos que o próprio Deus, em doação infinita e para todo o sempre.


 

sábado, 17 de outubro de 2020

A singularidade dos santos


Não é impressionante como Deus gera santos e "toca fora o molde"? Parece que cada santo é sui generis. Olha o caso de Edith Stein, Santa Teresa Benedita da Cruz. Judia E cristã, ao mesmo tempo.

 

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Pessoas x marcas


As pessoas estão cada vez menos pacientes e interessadas na comunicação institucional das grandes marcas. O que elas querem mesmo é falar com pessoas.

É curioso o movimento que está se orquestrando. Antes da Revolução Industrial, tudo era artesanal, feito um por um. Um sapato, um vestido, um móvel. O artesão fazia sob medida, cada unidade. Mesmo que o modelo fosse o mesmo, o objeto nunca saía idêntico, porque não havia a precisão da máquina. O lado ruim disso é que tudo custava mais caro, e certo itens eram acessíveis somente aos ricos.

Com a Revolução Industrial, o custo da manufatura caiu muito, e incontáveis bens chegaram às casas de todas as classes sociais. O lado ruim disso é que muito da singularidade dos objetos se perdeu.

Agora, há uma espécie de retorno, uma inversão. Cada vez mais as pessoas querem itens exclusivos, atendimento personalizado. Há um retorno à feitura manual, como as cervejas artesanais, os hambúrgueres gourmets. Ninguém aguenta mais ligações gravadas (aperte XYZ1345 para falar com o setor tal tal) ou ligações de suporte técnico em que a atendente parece um robô, lendo respostas de um manual, com voz monótona.


 

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

A relação entre a resolução de problemas e a remuneração

 


Em tese, quanto maior o problema que você resolve, maior a remuneração. Por exemplo, a empresa que fabrica os parafusos que prendem as rodas ao carro ganha uma quantia x de dinheiro, mas a empresa que fabrica as rodas ganha mais, e a empresa que fabrica o carro inteiro mais ainda; e alguém que porventura desenvolvesse o teletransporte provavelmente ganharia mais dinheiro do que todas as indústrias automobilística, ferroviária, marítima e aeronáutica combinadas!

Mas isso é EM TESE, em tese...porque na prática, uma fábrica de parafuso pode ser melhor gerida, ter melhores contratos - uma reserva de mercado, enfim... - e faturar mais do que a fábrica de rodas. Um avião transporta mais gente e mais rápido que um carro, mas a aviação comercial é historicamente um fracasso financeiro, enquanto que as grandes montadores de automóveis estão entre as maiores empresas do mundo há muitas décadas.

domingo, 11 de outubro de 2020

A oposição às novas ideias


Nem sempre toda nova ideia funciona, mas tudo o que funciona é algo que um dia alguém tentou fazer, muitas vezes debaixo da oposição dos seus pares.

 

sábado, 10 de outubro de 2020

Qual O grande nome da literatura francesa?

 


Todas as principais línguas modernas tiveram um grande expoente que como que sintetizou as possibilidades daquele idioma; alguém que com a sua pena reuniu todo o passado, expandiu o seu alcance e determinou coordenadas para o seu uso futuro.

O Português teve Camões; o Espanhol, Cervantes; o italiano, Dante; o Inglês, Shakespeare.

Por que me parece que o Francês não teve algo semelhante? Ao mesmo tempo, o Francês parece ser a língua por excelência da literatura, o país com maior número de Prêmios Nobel nessa categoria. Onde falta um único nome que se destaca sobre os demais, sobram grandes autores em números mais expressivo do que nos outros idiomas.


sexta-feira, 9 de outubro de 2020

A moralidade ou imoralidade da propaganda

 


A propaganda em si me parece moralmente neutra, pode ser usada para o bem e para o mal. De que adiantaria descobrir a cura do câncer e isso não chegar às massas, através de um produto devidamente propagandeado?

O problema é quando a moral vai pro ralo e os publicitários e marqueteiros usam de técnicas de PNL e manipulação mental para obter seus fins.

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

A teleologia dos seres

 


Dizem que você pode usar uma faca para passar manteiga no pão ou para matar alguém, mas não é assim tão simples.

Existe uma teleologia dos objetos, isto é, o fim específico para o qual cada coisa foi concebida e criada. A rigor, a faca foi concebida e criada para cortar comida, não pessoas.

E o ser humano, será que foi concebido e criado com alguma finalidade e propósito? Os antigos filósofos acreditavam que sim, e que a finalidade última do homem era atingir a felicidade.

Essa conclusão se tornou tão popular que até hoje, de uma forma ou de outra, as pessoas acreditam nela. Mesmo aqueles céticos mais empedernidos, que dizem que o ser humano não passa de um amontoado de células cujo objetivo é simplesmente reproduzir adiante seus genes, mesmos estes não vivem dessa forma: na prática, eles também estão em busca da felicidade.

O grande drama então é saber O QUE é a felicidade, e é aí onde sempre houve as maiores divergências.


quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Consulte o dicionário


Quando você estiver lendo e se deparar com uma palavra desconhecida, ou mesmo familiar, mas que o deixa em dúvida sobre o significado, lute contra a preguiça e consulte o dicionário. No longo prazo, isso vai enriquecer o seu vocabulário e compreensão do mundo.

 

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Eddie Van Halen, descanse em paz!

 


"I heard the news, baby..."

Edward (Eddie) Lodewijk Van Halen, lendário guitarrista, faleceu hoje.

É clichê falar sobre Jimi Hendrix, mas na minha opinião, Eddie Van Halen foi um guitarrista mais influente e revolucionário.

Sempre lembro duma imagem trazida pelo meu amigo Matheus Guimarães: "Imagina o que o Eric Clapton pensou quando ouviu 'Eruption' pela primeira vez?!"

De fato. O peso, a agressividade, o virtuosismo sem precedentes em um músico não erudito, a técnica do tapping, os efeitos que soavam como algo alienígena (uma alusão que até foi feita em uma cena do filme "De Volta para o Futuro"), tudo isso era completamente novo em 1978, ano em que foi lançado o primeiro álbum da banda Van Halen, fundada junto com o seu irmão.

A música "Jump" entrou para o rol das músicas mais famosas de todos os tempos, daquelas que todo mundo já ouviu mesmo sem saber quem toca.

Às gerações mais novas, talvez isso já não represente muita coisa, mas durante cerca de quatro ou cinco décadas, tocar guitarra bem era um símbolo de status. Sempre no top 10 ou top 5 das listas de melhores guitarristas de todos os tempos, Eddie Van Halen foi um "guitar hero" entre "guitar heroes".

Edward Van Halen, que Deus o tenha! Descanse em paz.


O uso de expressões proverbiais contra o achatamento do discurso midiático


O uso de expressões proverbiais como "só o tempo dirá", "não chorar sobre o leite derramado" e "entre a cruz e a espada", entre outras, traz um colorido, traz riqueza à fala comum, cotidiana, que é cada vez mais empobrecida pela diminuição geral do nível literário da população e pelo discurso midiático, achatado por natureza.

 

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Perdeu a senha da sua conta de e-mail?

 


Se você perdeu a senha da sua conta de e-mail, entre em contato com o suporte da Impactamídia, que o pessoal lá vai trocar para você. Nós não conseguimos ver qual é a sua senha, apenas criar uma nova.

É uma questão de segurança. Aí depois disso você entra na sua conta e altera novamente, ok?

Seguem os dados de contato do suporte da Impactamídia:
De segunda à sexta
8h às 12h - 13h30 às 17h
SP (11) 4063-7731
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domingo, 4 de outubro de 2020

A reforma de São Francisco


São Francisco de Assis ouviu Jesus lhe dizer: “Vai e reconstrói a minha casa em ruínas.”

Ele não foi logo pensando em grandes planos de reformas gerais, em reformar a Igreja inteira, por completo.

Não, ele fez primeiro o concreto, o particular, aquilo que estava ao seu alcance imediato: recuperou aquela capela destruída na qual estava rezando. E depois outra. E outra.

E assim, a vocação dele foi se delineando cada vez mais, até ele entender que Deus o queria vivendo a pobreza como expressão de uma verdadeira reforma espiritual; e isso sim, mudou a Igreja e gerou frutos que perduram até hoje. 

sábado, 3 de outubro de 2020

Mens sana in corpore sano

 


Já é lugar comum para mim que muitas pessoas que aderem a hábitos de alimentação não ortodoxos - supostamente mais saudáveis - se preocupam apenas com a saúde do seu corpo e se esquecem de que também deveriam cuidar, ainda mais, da saúde da sua alma, se é que acreditam em alma.

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Como vasos quebrados

 


Quando visitamos nossos avós, vemos objetos com décadas de uso, e muitos em bom estado. Os mais antigos tinham a cultura de cuidar bem das suas coisas, limpar, guardar, consertar se algo estragava. 

Já nós vivemos em uma sociedade em que tantas vezes é mais barato comprar um item novo do que consertar o antigo que estragou ou está com defeito. Por um lado, isso é bom, porque é um sinal de abundância e prosperidade econômica, mas por outro lado, isso tem um efeito nefasto sobre a nossa consciência: criamos a cultura do descarte, e ela infelizmente acaba se expandindo para as relações humanas. Tratamos as pessoas também como descartáveis, em diversas ocasiões. Usamo-las para atingir nossos objetivos ou para nosso bel prazer, sem nos aprofundarmos nas relações.

Os japoneses têm uma técnica chamada "kintsukuroi", onde eles pegam um vaso quebrado e colam todas as pecinhas novamente, tornando belo mais uma vez algo que iria para o lixo. Dessa forma, um vaso antes genérico e bastante parecido com os outros, se torna único e especial.

E acontece que nós também somos como que vasos quebrados, feridos pelo pecado, e Deus não nos jogou fora no lixo. Pelo contrário, Ele quer colar as nossas peças também, se nós deixarmos.

E de certo modo, existe uma dignidade em nossas feridas saradas, em nossas cicatrizes, porque elas são lembranças de nossas lutas, do nosso começar e recomeçar. 

Há um episódio dos Cavaleiros do Zodíaco em que o herói Seiya enfrenta um cavaleiro de prata, mais poderoso que ele, chamado Misty de Lagarto. Misty era um cavaleiro que se orgulhava de jamais ter recebido um golpe em sua vida e desconhecer o que é a dor. 

Pois bem, tomou uma "tunda" do Seiya, que então lhe disse com muita propriedade: "Há muitas coisas que você não sabe. Ninguém pode ter orgulho de um corpo sem cicatrizes. Cicatrizes são provas de coragem, são verdadeiras medalhas da coragem. Como é que você que não conhece a dor quer obter a verdadeira vitória?"

Os palavrões da fé

Vivemos numa época em que, numa roda de conversa, falar palavras como "Deus", "Céu", "Inferno", "pecado&q...