quarta-feira, 21 de outubro de 2020

A viseira de cavalo do homem contemporâneo


Os cristãos de hoje têm dificuldade de convencer o homem contemporâneo de que a pessoa Jesus de Nazaré, que viveu na Judéia, no período do imperador Tibério, era Deus encarnado.

Os cristãos dos primeiros séculos tinham dificuldade de convencer seus contemporâneos exatamente do contrário: de que aquele ser que caminhava sobre as águas e ressuscitava mortos era também um homem como eles, de carne e osso, que passava frio e fome, que sentia tristeza e dor.

Essa curiosa oposição serve para demonstrar que o homem que se guia apenas pelas crenças do seu tempo, sem sequer questioná-las, é de forma costumeira um refém do erro. A fé é o antídoto para a viseira de cavalo da nossa própria contemporaneidade.


 

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