sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Pessoas x marcas


As pessoas estão cada vez menos pacientes e interessadas na comunicação institucional das grandes marcas. O que elas querem mesmo é falar com pessoas.

É curioso o movimento que está se orquestrando. Antes da Revolução Industrial, tudo era artesanal, feito um por um. Um sapato, um vestido, um móvel. O artesão fazia sob medida, cada unidade. Mesmo que o modelo fosse o mesmo, o objeto nunca saía idêntico, porque não havia a precisão da máquina. O lado ruim disso é que tudo custava mais caro, e certo itens eram acessíveis somente aos ricos.

Com a Revolução Industrial, o custo da manufatura caiu muito, e incontáveis bens chegaram às casas de todas as classes sociais. O lado ruim disso é que muito da singularidade dos objetos se perdeu.

Agora, há uma espécie de retorno, uma inversão. Cada vez mais as pessoas querem itens exclusivos, atendimento personalizado. Há um retorno à feitura manual, como as cervejas artesanais, os hambúrgueres gourmets. Ninguém aguenta mais ligações gravadas (aperte XYZ1345 para falar com o setor tal tal) ou ligações de suporte técnico em que a atendente parece um robô, lendo respostas de um manual, com voz monótona.


 

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